{"id":45,"date":"2023-07-16T00:11:06","date_gmt":"2023-07-16T03:11:06","guid":{"rendered":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=45"},"modified":"2023-08-16T22:51:52","modified_gmt":"2023-08-17T01:51:52","slug":"iremos-vai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=45","title":{"rendered":"Iremos, vai."},"content":{"rendered":"\n<p><em>Tamos <\/em>come\u00e7ando mais um texto. <em>Mano,<\/em> <em>iremos<\/em> falar sobre palavras que surgem do nada, <em>e<\/em> <em>vai<\/em>, se espalham rapidamente em efeito viral. <em>Ir\u00e3o<\/em> aparecer ironias, com as palavras destacadas neste horroroso in\u00edcio. Palavras que aparecem repetidamente em m\u00faltiplas formas de comunica\u00e7\u00e3o. Posso citar como exemplo emails corporativos, mensagens de whatsapp, mensagens publicit\u00e1rias e at\u00e9 no meio das <em>narrativas<\/em> no dialeto mais rebuscado (e tosco) que existe, o juridiqu\u00eas. At\u00e9 o momento, tamb\u00e9m como exemplo, n\u00e3o encontrei o in\u00edcio do uso das palavras: <em>iremos<\/em> e <em>ir\u00e3o<\/em>. Quando come\u00e7ou o viral de pessoas usando <em>IR<\/em> e sufixos variados, realmente n\u00e3o tive tempo de procurar, mas, posso imaginar que tem algo na literatura, sites e livros.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve uma primeira vez onde percebi esta tolice com as palavras citadas. Foi em um email corporativo, comunica\u00e7\u00e3o formal, com algo parecido a: \u201cNo pr\u00f3ximo m\u00eas, <em>iremos<\/em> fazer&#8230;\u201d. O uso da palavra <em>iremos <\/em>neste caso foi in\u00e9dito e trouxe uma d\u00favida: ser\u00e1 que a pessoa emitente do email estava considerando que <em>iremos<\/em> \u00e9 uma forma culta ou \u201cchique\u201d de falar vamos? Tendo conv\u00edvio com a pessoa que escreveu o email, conhecendo o perfil e o \u201cjeit\u00e3o\u201d dela, tentei sem sucesso entender o porqu\u00ea de n\u00e3o ter composto o mesmo email com as seguintes palavras: \u201cNo pr\u00f3ximo m\u00eas, vamos fazer&#8230;\u201d. Existindo a palavra vamos, por qual tolice algu\u00e9m inventaria a jun\u00e7\u00e3o de <em>ir<\/em> com <em>emos<\/em>? A palavra vamos \u00e9 de uso formal ou informal e trocando por outra, n\u00e3o vai deixar a frase mais intelectualizada, refinada ou a pessoa que escreveu com \u201cares de suuuuper culta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco depois do tal email recebido, as palavras <em>iremos<\/em> e <em>ir\u00e3o<\/em> come\u00e7aram a me perseguir, surgindo o tempo todo em tudo que eu leio e ou\u00e7o. (Alto grau de ironia na frase anterior) Mas, sinceramente estou com muita curiosidade sobre a origem desta tolice. Se temos as palavras vamos e v\u00e3o, inclusive na linguagem formal, usar <em>iremos<\/em> e <em>ir\u00e3o<\/em>, deve ser uma das tolices que escancara o emburrecimento acelerado pelo efeito manada. Igual ao uso das palavras <em>tamos <\/em>e <em>vai<\/em>. Quando ou\u00e7o uma pessoa falando <em>tamo junto<\/em> ou repetindo o formato clich\u00ea com a palavra <em>vai<\/em> entre frases, fico em d\u00favida do leva a esta bobagem expl\u00edcita. Seria somente a tolice de usar a palavra e express\u00e3o em si ou seria uma tentativa de ser popular? Antitolice ser\u00e1 a autocr\u00edtica de quem espalha estas coisas. Pode ser inclusive a partir de uma pergunta simples feita pela pr\u00f3pria consci\u00eancia: por que estou fazendo isso?<\/p>\n\n\n\n<p><em>Tamo junto <\/em>na reflex\u00e3o, <em>iremos <\/em>chegar a uma resposta, <em>vai<\/em>, <em>ir\u00e3o<\/em> surgir formas de evitar esta tolice. Vamos sim, sendo otimistas e persistentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamos come\u00e7ando mais um texto. Mano, iremos falar sobre palavras que surgem do nada, e vai, se espalham rapidamente em efeito viral. Ir\u00e3o aparecer ironias, com as palavras destacadas neste horroroso in\u00edcio. Palavras que aparecem repetidamente em m\u00faltiplas formas de comunica\u00e7\u00e3o. Posso citar como exemplo emails corporativos, mensagens de whatsapp, mensagens publicit\u00e1rias e at\u00e9 no <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=45\">Leia mais&#8230; &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":46,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[9],"class_list":["post-45","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antitolices","tag-reflexao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=45"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45\/revisions\/47"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/46"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=45"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=45"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=45"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}