{"id":40,"date":"2023-07-04T23:11:19","date_gmt":"2023-07-05T02:11:19","guid":{"rendered":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=40"},"modified":"2023-08-16T22:52:12","modified_gmt":"2023-08-17T01:52:12","slug":"repeticao-parental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=40","title":{"rendered":"Repeti\u00e7\u00e3o Parental"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Pode existir tolice subconsciente? Aquela que surge sem explica\u00e7\u00e3o e deixa as pessoas perturbadas e perguntando: por que eu fiz isso? &nbsp;Muito distante de ter base cient\u00edfica, vou usar um termo somente para facilitar o entendimento: repeti\u00e7\u00e3o parental. Pode ser isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Observando algumas a\u00e7\u00f5es e falas de pessoas famosas e algumas totalmente desconhecidas, surge uma percep\u00e7\u00e3o interessante do contraste entre o que seria mais l\u00f3gico e as tolices de envergonhar alheios. A pessoa vai t\u00e3o bem, tem flu\u00eancia verbal, as vezes \u00e9 at\u00e9 cativante, com ironia e seriedade que parecem bem dosadas, at\u00e9 que se ouve algo inexplic\u00e1vel. Com o perd\u00e3o da g\u00edria, surge uma verdadeira \u201cm3rd4\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Estou tentando trazer uma percep\u00e7\u00e3o de tolice que precisa ser primeiro entendida e depois combatida. Por exemplo, qual a justificativa para uma pessoa que frequentou a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e em 2023 usa no seu cotidiano o verbo \u201cponhar\u201d? Eu \u201cponho\u201d esta tolice no grupo repeti\u00e7\u00e3o parental. Este exemplo \u00e9 uma tolice comum na popula\u00e7\u00e3o inteira de uma cidade que conhe\u00e7o, pode ser inacredit\u00e1vel ou muito distante da realidade dos leitores deste texto, mas, \u00e9 fato e acontece sim, bem perto de uma metr\u00f3pole. Claro, \u00e9 uma quest\u00e3o pouco relevante, sendo utilizada s\u00f3 para ilustrar e para n\u00e3o citar diretamente situa\u00e7\u00f5es com temas pol\u00eamicos e pessoas muito conhecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora vamos entender com calma. O \u201cponhar\u201d ainda existe, por repeti\u00e7\u00e3o parental. Est\u00e1 na linguagem do meio social de origem da pessoa que fala assim. Considere parental o conv\u00edvio com pai, m\u00e3e, tios e tias, av\u00f3s, primos e primas, e todos os agregados poss\u00edveis de uma fam\u00edlia. E quando n\u00e3o existe a fam\u00edlia original, considere parental a rela\u00e7\u00e3o com os mais pr\u00f3ximos. A partir do costume e das lembran\u00e7as, mesmo ap\u00f3s estudar um pouco, a pessoa usa o verbo \u201cponhar\u201d, pelo conforto de lembrar ou estar na presen\u00e7a de quem sempre falou assim. Por mais que saiba que n\u00e3o \u00e9 correto, repete. E aqui entra o que deve ser combatido: a repeti\u00e7\u00e3o do erro por imitar comportamento antigo, mesmo que via subconsciente. \u00c9 uma tolice que contradiz a evolu\u00e7\u00e3o humana. Podemos, devemos e queremos respeitar as origens e conviver com pessoas formadas em outra \u00e9poca, carregadas de costumes do passado recente. Isso \u00e9 bem diferente de repetir, copiar, perpetuar o que j\u00e1 foi superado e \u00e9 incompat\u00edvel com o contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim est\u00e1 dif\u00edcil de entender? Imagine uma pessoa que fuma qualquer coisa, de ervas a vapores. Com o que j\u00e1 sabemos que isso gera no organismo, somando ao que j\u00e1 entendemos que nos prejudica e nos coloca em risco, somente a repeti\u00e7\u00e3o parental explica a tolice que leva uma pessoa a fumar. \u00c9 equivalente aos atos de atirar (esportiva ou criminalmente), buzinar no tr\u00e2nsito quando algu\u00e9m quer virar uma esquina, ofender um gar\u00e7om, falar exageradamente alto, repetir ditados populares horr\u00edveis, fazer piada com o pav\u00ea, brigar (na porrada) por bobagens, defender pol\u00edticos, chamar dono de empresa de doutor, furar frutas com a unha para ver se est\u00e3o maduras, usar palito de dente, etc, etc, etc. Tudo repeti\u00e7\u00e3o parental.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 muito melhor o tempo em que a tolice da repeti\u00e7\u00e3o parental seja abandonada. Vamos sim aprender com os antigos, mas, n\u00e3o repetir seus gestos e costumes, sem antes lembrar que o ser humano est\u00e1 evoluindo, o tempo passando faz o contexto social mudar e a repeti\u00e7\u00e3o parental n\u00e3o \u00e9 mais apropriada. E n\u00e3o sejamos praticantes da tolice achando este assunto irrelevante. Ao teu redor, desde a pessoa mais pr\u00f3xima, passando pelos que compartilham espa\u00e7os contigo, chegando as personalidades que somos \u201cobrigados\u201d a ver pela m\u00eddia, n\u00e3o tem como passar despercebida a quantidade de bobagens que acontecem, simplesmente porque algu\u00e9m est\u00e1 repetindo uma tolice herdada. Algumas destas tolices apenas envergonham, outras podem causar grandes trag\u00e9dias sociais. N\u00e3o esque\u00e7a de fatos recentes em nosso pa\u00eds socialmente enfermo. Observe mesmo que a uma dist\u00e2ncia temporal curta, como pessoas com muito poder em m\u00e3os, evidenciaram o risco das tolices por repeti\u00e7\u00e3o parental. Inadequadas e perigosas. E n\u00e3o falei de mais duas express\u00f5es que em um outro texto vou tratar: distrocar e soar. Elas aparecem de vez em quando nas entrevistas e falas de famosos, sendo amplamente utilizadas por an\u00f4nimos tamb\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode existir tolice subconsciente? Aquela que surge sem explica\u00e7\u00e3o e deixa as pessoas perturbadas e perguntando: por que eu fiz isso? &nbsp;Muito distante de ter base cient\u00edfica, vou usar um termo somente para facilitar o entendimento: repeti\u00e7\u00e3o parental. Pode ser isso. 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