{"id":380,"date":"2025-07-20T17:13:01","date_gmt":"2025-07-20T20:13:01","guid":{"rendered":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=380"},"modified":"2025-07-20T17:13:01","modified_gmt":"2025-07-20T20:13:01","slug":"e-sem-saber","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=380","title":{"rendered":"\u00c9, sem saber."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ap\u00f3s a bagun\u00e7a no significado real das palavras, na interpreta\u00e7\u00e3o de fatos e ap\u00f3s o uso mais frequente da safadeza, d\u00e1 habilidade em conquistar a confian\u00e7a mentindo ou enganando, est\u00e1 mais comum encontrar pessoas que s\u00e3o ou est\u00e3o praticando algo muito ruim, sem saber o que est\u00e3o fazendo. A falta do aprendizado formal, no sentido ter contato com as bases do conhecimento e suas rela\u00e7\u00f5es com a vida \u201cnormal\u201d, transformou pessoas de boa alma, em instrumentos e agentes do que \u00e9 muto ruim, coisas que j\u00e1 sabemos que s\u00e3o destrutivas e prejudiciais a quem faz e a quem recebe o impacto do que foi feito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Come\u00e7ando por um tema que se tornou grave e mais evidente nos temos atuais. Sem saber, uma pessoa pode ser racista, por a\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de repeti\u00e7\u00e3o, com influ\u00eancia do que tem origem no que pode ser chamado de educa\u00e7\u00e3o informal, aquela que se aprende por conversas, m\u00fasicas, piadas, ditados populares e conviv\u00eancia. Este tipo de educa\u00e7\u00e3o, ocorre em todas as fases da vida, desde a inf\u00e2ncia ao final. E o n\u00edvel do que se aprende fora da escola, depende diretamente do grupo social que a pessoa pertence, sendo deste grupo que se define qual o acesso que ter\u00e1 a informa\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Pode n\u00e3o ter maldade proposital no que esta pessoa est\u00e1 falando ou fazendo. Isso considerando que sabemos e conhecemos a realidade em que h\u00e1 uma confus\u00e3o resultante da desinforma\u00e7\u00e3o, da troca de significados e da indu\u00e7\u00e3o ao modo de agir e at\u00e9 de pensar. \u00c9 importante pontuar que a quem interessa criar o pensamento e comportamento racista em grupos sociais, n\u00e3o h\u00e1 inoc\u00eancia, assim n\u00e3o ser\u00e1 percebido usando palavras, imagens, a\u00e7\u00f5es, de forma expl\u00edcita e direta. Tamb\u00e9m sabemos de longa data que isso \u00e9 feito com m\u00e9todo e muita safadeza. Dois exemplos muito comuns para ajudar no entendimento deste contexto. No primeiro, em conversas informais, aquelas em que se fala da hist\u00f3ria das fam\u00edlias, algumas pessoas da regi\u00e3o sul do Brasil, descobrem que seus av\u00f3s eram instru\u00eddos a matar os Bugres, caso encontrassem algum. No segundo, um jovem responde a uma provoca\u00e7\u00e3o sobre ouvir algo em l\u00edngua chinesa, dizendo que prefere em japon\u00eas, porque chin\u00eas \u00e9 ruim. Nos dois exemplos, o racismo \u00e9 praticado sem que as pessoas envolvidas percebam ou sequer saibam que est\u00e3o agindo assim. Matar os Bugres era uma regra informal nas col\u00f4nias, quando se formou a mentalidade de quem era apenas uma crian\u00e7a na \u00e9poca e passou a vida \u00e0 margem de estudar qualquer coisa que lhe fizesse entender que os Bugres eram os verdadeiros donos das terras e que os colonos foram enganados com o falso direito de posse. Em igual condi\u00e7\u00e3o, foi enganado o jovem que automaticamente processa a informa\u00e7\u00e3o impregnada em sua mente, onde tudo que se refere a chin\u00eas \u00e9 ruim, por ser chin\u00eas. Este jovem tamb\u00e9m n\u00e3o teve acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal, onde a forma\u00e7\u00e3o do senso cr\u00edtico, pudesse indicar que na verdade, est\u00e1 sendo racista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Em outros temas, o sentido \u00e9 o mesmo. Perceba quantas pessoas est\u00e3o egoc\u00eantricas e n\u00e3o sabem. A palavra \u00e9 complicada falar e tem relacionados a ela o uso conceitos equivocados, apresentados at\u00e9 mesmo em piadas. E assim, crian\u00e7as, jovens, adultos e idosos, hoje s\u00e3o extremamente egoc\u00eantricos e n\u00e3o sabem. Tamb\u00e9m, n\u00e3o tiveram acesso ao saber, ao conhecimento sobre o que \u00e9 e as consequ\u00eancias de ser assim. S\u00e3o incont\u00e1veis os momentos em que sem fazer esfor\u00e7o, percebo o egocentrismo atrav\u00e9s da conviv\u00eancia com vizinhos, colegas de trabalho e amizades. Em um pequeno condom\u00ednio que morei, um casal muito jovem, era incapaz de fechar a porta do hall de entrada e fechar o port\u00e3o de ve\u00edculos, aberto manualmente por eles. E isso era natural, automaticamente agiam assim, em todas as passagens por estas que deveriam ser barreiras de seguran\u00e7a. O egocentrismo os impedia de lembrar que mais pessoas moravam naquele predinho, que o port\u00e3o e a porta n\u00e3o estavam ali somente para eles. Exatamente em frente a este predinho, um jovem na casa dos trinta anos, sempre que chega com seu carro em frete ao port\u00e3o da casa, buzina seguidas vezes, at\u00e9 que venha algu\u00e9m abrir para sua passagem. \u00c9 um port\u00e3o baixo, leve e com n\u00e3o mais do que tr\u00eas metros. Seguramente, este jovem n\u00e3o levaria mais que um minuto para descer do carro, abrir o port\u00e3o, voltar ao carro e passar por ele. Em meu trabalho, convivi com pessoa que sequer respondia a perguntas, quando estava literalmente debru\u00e7ada sobre o celular (bra\u00e7os sobre a mesa e corpo curvado a frente para aproximar os olhos da tela). Em algum momento, foi absorvido por esta pessoa, que tal comportamento seria uma forma de mostrar que tem forte concentra\u00e7\u00e3o, que nada lhe tira a aten\u00e7\u00e3o por ser muito focada no que est\u00e1 fazendo. Eles n\u00e3o sabem, mas, s\u00e3o apenas egoc\u00eantricos e quem sabe o que isso significa, percebe. \u00c9 importante um detalhe, n\u00e3o estou falando de pessoas e situa\u00e7\u00f5es ocorridas h\u00e1 s\u00e9culos, falo de agora mesmo, da era em que tendemos a achar que estas coisas tolas foram superadas e evolu\u00edmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Uma pessoa ansiosa, pode estar entendendo que \u00e9 agilizada, que os outros s\u00e3o lerdos e n\u00e3o acompanham a rapidez do seu racioc\u00ednio. Por absorver a confus\u00e3o dos significados, n\u00e3o percebe que o excesso de a\u00e7\u00facar ou estimulantes, na verdade trazem a quem tenha a obriga\u00e7\u00e3o de conviv\u00eancia, a f\u00e1cil percep\u00e7\u00e3o do desequil\u00edbrio, da ansiedade. Uma pessoa grosseira, daquelas que antigamente consider\u00e1vamos xucro ou xucra, sem saber, pode estar se autodeclarando firme o objetiva, sendo que \u00e9 percebida e facilmente entendia como inadequada. Tamb\u00e9m est\u00e1 comum, f\u00e1cil de encontrar em supermercados, shoppings, igrejas e todos os lugares com aglomera\u00e7\u00f5es, adultos e idosos com atitudes infantil\u00f3ides, por n\u00e3o saber que uma propaganda, um hype ou moda, n\u00e3o teria eles como p\u00fablico-alvo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Considerando que para pessoas egoc\u00eantricas, grosseiras, infantil\u00f3ides e racistas, podemos oferecer orienta\u00e7\u00e3o ou desprezo quando se negam a perceber o que est\u00e3o fazendo, entramos em assunto de maior relev\u00e2ncia, pela dificuldade que se tem na supera\u00e7\u00e3o. A tolice impregnada na firme defesa e participa\u00e7\u00e3o fiel em conflitos, como disputas pelo poder, guerras, controle de recursos e por dinheiro. Aqui, o m\u00e9todo aplicado para conquistar pessoas de limitado conhecimento e alta absor\u00e7\u00e3o de enganos, tem alcan\u00e7ado o resultado desejado, trazendo ao mundo trag\u00e9dias irrecuper\u00e1veis. Conhecemos o m\u00e9todo, percebemos as aplica\u00e7\u00f5es dele, vemos os resultados e simplesmente n\u00e3o sabemos como fazer para evitar que prospere, muito menos para reverter as consequ\u00eancias quando j\u00e1 se concretizou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0H\u00e1 um limite para ser, sem saber que \u00e9. Mas, n\u00e3o h\u00e1 at\u00e9 o momento, o consenso sobre como evitar que tenhamos que conviver com pessoas fascistas, egoc\u00eantricas, covardes, xucras, infantil\u00f3ides, ignorantes, idiotas e todas as desqualifica\u00e7\u00f5es que aderem aos enganados. Algumas atitudes simples podem contribuir, mesmo que n\u00e3o sejam no momento percebidas como ferramentas. Por exemplo, n\u00e3o entrar nas armadilhas do desequil\u00edbrio entre a racionalidade e o \u00edmpeto emotivo. Ao perceber que est\u00e1 repetindo algo sem antes refletir se realmente sabe do que se trata, e, quando estiver em d\u00favida, simplesmente n\u00e3o repetir, n\u00e3o participar. Desconfiar do que parece bom demais, quando \u00e9 vendido por algu\u00e9m, seja declaradamente ou patrocinado. Entender que a solu\u00e7\u00e3o dos nossos problemas, n\u00e3o pode criar um problema para os outros. Pode n\u00e3o resolver, mas, ajuda, funciona como um freio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Tamb\u00e9m h\u00e1 um limite para essa pr\u00e1tica maldosa de trocar significados, mudar as verdades e criar falsas d\u00favidas. Este \u00e9 mais perigoso, porque leva ao inevit\u00e1vel conflito entre iguais. Sim, tem nome e soa mal, chama-se guerra e chegando a ela, todos v\u00e3o perder, n\u00e3o h\u00e1 chances de ter vencedores, porque ela tende a nunca terminar. Quem dessa guerra participar, \u00e9 perdedor e n\u00e3o sabe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ouvi e compartilho uma interpreta\u00e7\u00e3o interessante dos ensinamentos atribu\u00eddos a um ser de incompar\u00e1vel sabedoria, que mesmo tendo a vida abreviada ainda muito jovem, inspirou incont\u00e1vel n\u00famero de pessoas, algumas inclusive s\u00e3o praticantes desta sabedoria e n\u00e3o sabem. Com o que \u00e9 atribu\u00eddo a ele, \u00e9 poss\u00edvel perceber que o melhor lugar para estar quando ocorre um conflito, \u00e9 distante dele. Tamb\u00e9m \u00e9 de se entender, que n\u00e3o h\u00e1 condena\u00e7\u00e3o por escolher um lado, mas, h\u00e1 graves consequ\u00eancias para quem participa e alimenta o conflito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Que sejamos atentos, para n\u00e3o dar continuidade em tolices, sem saber que estamos sendo tolos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ap\u00f3s a bagun\u00e7a no significado real das palavras, na interpreta\u00e7\u00e3o de fatos e ap\u00f3s o uso mais frequente da safadeza, d\u00e1 habilidade em conquistar a confian\u00e7a mentindo ou enganando, est\u00e1 mais comum encontrar pessoas que s\u00e3o ou est\u00e3o praticando algo muito ruim, sem saber o que est\u00e3o fazendo. 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