{"id":292,"date":"2024-07-28T22:30:45","date_gmt":"2024-07-29T01:30:45","guid":{"rendered":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=292"},"modified":"2024-07-28T22:30:46","modified_gmt":"2024-07-29T01:30:46","slug":"1-999-999-999-99999","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=292","title":{"rendered":"1.999.999.999.999,99"},"content":{"rendered":"\n<p>ALERTA: Texto looooongo, com mais de duas mil palavras e impr\u00f3prio para leitura vertical.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Encontrar em qual momento foi decidido chamar safadeza de infla\u00e7\u00e3o, poderia ajudar a explicar o quanto isso faz mal para a vida de todas as pessoas. Todas sem exce\u00e7\u00f5es, at\u00e9 mesmo para as que pensam ter algum ganho no final das contas. Observe a quantidade de estudos, artigos, textos, v\u00eddeos, falas e recursos empregados a servi\u00e7o da sustenta\u00e7\u00e3o \u201ccient\u00edfica\u201d e constru\u00e7\u00e3o da aura de complexidade, ao que explicado de forma honesta, fica constrangedor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Os explicadores do momento atual, merecem nosso reconhecimento, inclusive monet\u00e1rio, por transformar pontas soltas em correla\u00e7\u00f5es, subjetividades em regras e usar express\u00f5es como \u201cIsso n\u00e3o foi estudado porque n\u00e3o acontecia antes de tal per\u00edodo, mas, tem fundamento\u201d. No m\u00ednimo o esfor\u00e7o destas pessoas tem que ser reconhecido. Vamos fechar os olhos e esquecer o elevado grau de tolice em cada nova explica\u00e7\u00e3o apresentada, quando o previsto n\u00e3o se realiza e o realizado n\u00e3o foi previsto. Vamos fazer cara de quem n\u00e3o percebeu nada de anormal, apenas por reconhecer que h\u00e1 um esfor\u00e7o e para n\u00e3o gerar tumulto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00c9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o tamb\u00e9m, para aceitar que a tal infla\u00e7\u00e3o virou assunto complexo, apesar da simplicidade que \u00e9 perceber seus efeitos no cotidiano. Simples como o j\u00e1 percebido limite, este que incomoda a pessoa comum e a pessoa que de tanto aceitar explica\u00e7\u00f5es complexas, acredita que tem percep\u00e7\u00e3o melhor que a dos outros. Matem\u00e1tica simples, \u00e9 algo irritante aos semideuses explicadores da mega, macro, micro, mini e em breve qu\u00e2ntica economia (ironia). Usar este m\u00e9todo simples de um mais um, sem inventar complexidade, iguala os semideuses aos semianalfabetos. Insuport\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Sei que para alguns s\u00f3 a palavra matem\u00e1tica j\u00e1 \u00e9 irritante, por isso a necessidade de esfor\u00e7o para entender onde vamos chegar. Um mais um, sem pressa, mentalize qualquer coisa que saia do zero e chegue a mil. Pode ser chato, mas, ainda \u00e9 poss\u00edvel ter uma no\u00e7\u00e3o clara de onde saiu (o zero) at\u00e9 onde chegou (o mil). Agora, continue at\u00e9 chegar em trilh\u00e3o. Complicou? Imagine pensar que n\u00e3o parou no trilh\u00e3o, nem vai parar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Safadeza \u00e9 come\u00e7ar de um mais um, criar complexidade para justificar o \u00f3bvio e chegar no trilh\u00e3o, sabendo que a pr\u00f3xima casa da soma, a maioria das pessoas afetadas sequer sabe qual \u00e9. No quatrilh\u00e3o, seguindo a sequ\u00eancia at\u00e9 chegar em noningent\u00e9simo nonag\u00e9simo nono, somamos mais um rindo da pr\u00f3pria desgra\u00e7a. Talvez assistindo a um semideus, usando novos termos e novas abstra\u00e7\u00f5es, para aplicar uma das faces do entretenimento, o ilusionismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Feito este in\u00edcio, a proposi\u00e7\u00e3o que apresento \u00e9 em ess\u00eancia desconfort\u00e1vel, por ser uma esp\u00e9cie a\u00e7\u00e3o que provoca entropia em um sistema j\u00e1 ca\u00f3tico, parece redund\u00e2ncia e ao mesmo tempo \u00e9 a melhor forma visualizar. A desordem no nosso agora est\u00e1 em harmonia com o que \u00e9 proposto e por isso, alterar a alimenta\u00e7\u00e3o vai provocar tamb\u00e9m altera\u00e7\u00f5es relevantes na percep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 movimentado, aumentando o caos, mas, com uma diferen\u00e7a importante: melhora muito o resultado. Parece que est\u00e1 tudo bem, mesmo que todo bagun\u00e7ado, a\u00ed entra um novo agente (fator) e bagun\u00e7a a bagun\u00e7a, vai ordenando as coisas e oferecendo como sa\u00edda, respostas diferentes das rotineiras e atuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Soa mal a palavra desinflacionar. A pron\u00fancia n\u00e3o \u00e9 amig\u00e1vel para m\u00eddias faladas e no acelerado modo explicador dos semideuses de problemas complexos, quebra o ritmo. Imagine o quanto potencializa a repulsa, quando a proposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite realizar de forma gradual, gradativa ou qualquer das palavras atuais que os semideuses preferem. Obvio que para eles n\u00e3o \u00e9 apenas uma tolice da lingu\u00edstica, \u00e9 uma forma de dar tempo para que o conjunto de safados do momento atual possa se adaptar a um novo cen\u00e1rio. Toda vez que \u00e9 sugerido que uma corre\u00e7\u00e3o de caos seja feita gradativamente, fracionada ou algo parecido, o que est\u00e1 sendo protegido \u00e9 o tempo de rea\u00e7\u00e3o dos que pagam os semideuses. Al\u00e9m deste detalhe, tem o tempo necess\u00e1rio para criar uma estorinha em caso de \u201cdar m3rd4\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Sem reinventar a roda, trazer n\u00fameros como 1.000.000.000.000.000,00 para algo mais \u201cpalp\u00e1vel\u201d e que se possa visualizar. Para falar e entender com clareza, trazer o valor de tudo a uma soma vi\u00e1vel ao processamento com a capacidade do c\u00e9rebro humano, n\u00e3o \u00e9 assim uma super novidade. Converter o valor das coisas em uma nova refer\u00eancia de dinheiro, talvez seja t\u00e3o antigo quanto a percep\u00e7\u00e3o de que a safadeza foi longe demais. Talvez tamb\u00e9m tenha sido utilizado como artif\u00edcio para \u201cmelhorar\u201d o valor de um dinheiro em compara\u00e7\u00e3o ao outro. De forma simplista, essa valoriza\u00e7\u00e3o de um em compara\u00e7\u00e3o ao outro, pode ser equivalente a algo como uma mente infantilizada soltando um \u201ceu tenho, voc\u00ea n\u00e3o tem nh\u00e9nh\u00e9nh\u00e9\u00e9\u201d. Como rea\u00e7\u00e3o, as outras mentes na cena se unem e desvalorizam aquilo, falando \u201cagora o que tem valor \u00e9 este outro aqui, o teu \u00e9 desprez\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Exemplos da simplifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o faltam. Aqui mesmo, no pa\u00eds de onde escrevo, em sua breve hist\u00f3ria (menos que um mil\u00eanio), a convers\u00e3o de valor de dinheiro \u00e9 \u201cnormal\u201d. Para melhor entendimento desta afirma\u00e7\u00e3o, perceba que uma unidade do dinheiro de hoje (em 2024) \u00e9 igual a 2.750.000.000.000.000,00 do dinheiro na \u00e9poca da invas\u00e3o formal que gerou o pa\u00eds (em 1500). Se j\u00e1 parece espantoso, considere que aquele n\u00famero impronunci\u00e1vel tem como base a soma de mil unidades do dinheiro da \u00e9poca, o R\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0H\u00e1 uma diferen\u00e7a com o passado n\u00e3o t\u00e3o distante. Por qu\u00ea? O atual, provocado pela safadeza, n\u00e3o \u00e9 mais exce\u00e7\u00e3o, coisas de um pa\u00eds ou povoado irrelevante. No momento, estamos com essa bizarrice em todos os locais onde h\u00e1 dinheiro circulando, ou seja, all around world em linguagem que os semideuses adoram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Quando olhamos para valores falados na m\u00eddia ou que est\u00e3o em nosso cotidiano mais comum, n\u00e3o h\u00e1 como aceitar que sejam considerados \u201cfruto das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas entre os diversos mercados, seus operadores e consumidores, ao longo do tempo, conforme estudos realizados e fatos observados empiricamente, a posteriori convertidos em comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas ineg\u00e1veis de questionamento inadequado ou leviano\u201d (cont\u00e9m ironia). A refer\u00eancia ou exemplo pode ser escolhido a crit\u00e9rio de cada pessoa que esteja lendo este texto. Para n\u00e3o deixar vazio, pe\u00e7o que observe os seguintes n\u00fameros:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Or\u00e7amento anual dos EUA para gastos militares em 2024: US$ 886.000.000,00.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" style=\"list-style-type:lower-alpha\"><\/ol>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Soma em 2 anos (2022 \/ 2023): US$ 1.765.900.000,00.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Pre\u00e7o de um caminh\u00e3o Scania em 2024: R$ 1.166.956,00.<\/li>\n\n\n\n<li>Custo do metro quadrado de um im\u00f3vel em Tokyo em 2023: Ienes 1.620.000,00. Valor de uma casa 70m2: Ienes 115.500.000,00. <\/li>\n\n\n\n<li>Receita anual da Universidade de Newcastle, Inglaterra ano letivo 2022\/2023: libras 592.400.000,00<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Para chegar nestes n\u00fameros bizarros, a hist\u00f3ria come\u00e7ou a contar do zero e o primeiro n\u00famero somado foi simplesmente um.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Organizar a bagun\u00e7a, estabelecendo uma convers\u00e3o provis\u00f3ria, reduzindo a soma \u201cpornogr\u00e1fica\u201d dos valores que coloquei como exemplos, poderia ser algo interessante e talvez ajudasse um pouco a trazer os valores para um n\u00edvel em que humanos possam perceber, falar, calcular, entender ou at\u00e9 mesmo questionar. Seria uma boa fonte de alimenta\u00e7\u00e3o para novos estudos, textos, v\u00eddeos, not\u00edcias e tudo mais que transforma pessoas em semideuses do conhecimento (ironia). Pouco tempo hist\u00f3rico depois das convers\u00f5es de moeda \u2013 solu\u00e7\u00e3o convencional &#8211; e algu\u00e9m escrever\u00e1 frases iguais ou similares a que escrevi no in\u00edcio deste texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Sem mudar os h\u00e1bitos, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sair da obesidade m\u00f3rbida. A mesma l\u00f3gica vale para desinflacionar o valor das coisas. Pensar e agir de forma diferente da que nos trouxe ao caos, ter novos h\u00e1bitos e eliminar a infantiliza\u00e7\u00e3o que precifica o que \u00e9 meu em duas vezes o valor do que \u00e9 teu, porque \u00e9 meu. S\u00e3o muitas as situa\u00e7\u00f5es de conflito entre o que fazemos hoje e fluxo natural, org\u00e2nico, que era esperado na conviv\u00eancia entre humanos. A conversinha de que quando tem pouco \u00e9 normal cobrar mais caro, inflacionar o valor, \u00e9 um destes conflitos. Parece natural, a linha de pensamento que leva a resposta instant\u00e2nea do tipo \u201c\u00e9 \u00f3bvio\u201d ou \u201cl\u00f3gico que tem que ser assim\u201d. N\u00e3o! N\u00e3o \u00e9. Est\u00e1 longe tamb\u00e9m de ser o \u00fanico motivo que justifica uma \u201cmercadoria\u201d ou \u201cservi\u00e7o\u201d ter o seu valor inflacionado. Insisto, h\u00e1 safadeza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A constru\u00e7\u00e3o do pensamento automatizado, anulou a l\u00f3gica natural. Sendo algo que vai ser escasso, nossa natureza aponta para dividir ao m\u00e1ximo e ao acabar, procurar uma alternativa ou simplesmente entender que acabou. A comida \u00e9 um exemplo de f\u00e1cil compreens\u00e3o, quando humanos encontravam uma \u00e1rvore com frutas, o grupo seria alimentado dela. Ao perceber a aproxima\u00e7\u00e3o da escassez, o fim dos frutos, o grupo aumentava a divis\u00e3o, de forma simples mesmo, ao inv\u00e9s de comer uma fruta inteira, dava-se umas mordidas e passava ao pr\u00f3ximo do grupo. Quando perceb\u00edamos o fim dos frutos daquela \u00e1rvore, era necess\u00e1rio buscar outra fonte de alimenta\u00e7\u00e3o e assim faz\u00edamos. Havia brigas, corrup\u00e7\u00e3o e favorecimentos? Responder prontamente com \u201c\u00f3bvio, humanos s\u00e3o assim\u201d, \u00e9 t\u00e3o subjetivo quanto as criativas respostas dos semideuses explicadores da infla\u00e7\u00e3o. Quem estava l\u00e1 para ver isso acontecendo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00c9 uma tolice acreditar que as coisas que precisamos para viver e nos relacionar, obrigatoriamente devem seguir a l\u00f3gica do \u201ceu tenho, voc\u00ea n\u00e3o tem l\u00e1l\u00e1l\u00e1 l\u00e1\u201d. Achar que quem n\u00e3o tem deve \u201cpagar\u201d o que quem tem decide como valor, \u00e9 t\u00e3o desumano que no final das contas, cheira mal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A pessoa que aprendeu a inflacionar tudo, seja ao fim do m\u00eas, fim do ano, seja l\u00e1 em qual for a escolha de tempo em que fez um \u201cbalan\u00e7o\u201d, acredita estar virtuosamente protegendo seus bens e prosperando. Quando a realidade bater em sua mente, ser\u00e1 um contraste entre o que tem de certezas e as respostas naturais ao mal que causou a incont\u00e1veis da mesma classe social. N\u00e3o \u00e9 uma forma de praguejar, nem mesmo de tentar adivinhar o futuro ou filosofar. \u00c9 o fluxo natural da vida humana, mesmo que n\u00e3o haja tempo suficiente para que todos alcancem o entendimento do que foi ou est\u00e1 sendo uma tolice. A tal infla\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma como automaticamente e cheios de burrice, alteramos o valor das coisas a ponto de chegarmos a uma soma que n\u00e3o sabemos pronunciar, n\u00e3o conseguimos perceber de forma natural o quanto \u00e9. Todos sabem que come\u00e7ou de um mais um. Sabem o efeito imediato ou futuro disso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Quem est\u00e1 hoje sentado em um ve\u00edculo, por exemplo um caminh\u00e3o, sabe que o valor dele est\u00e1 muito acima do valor de uma casa, um im\u00f3vel. N\u00e3o sabe como isso aconteceu e como explicar a insana conta em que, de um mais um, fez o valor de um caminh\u00e3o ser maior do que o valor do lar, o abrigo humano. Apenas e automaticamente, falando que \u00e9 natural ou se adaptando ao que foi imposto como verdade, explicado por semideuses, segue o fluxo, segue movimentando a tolice que foi constru\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00c9 imposs\u00edvel saber quem come\u00e7ou, quem foi o primeiro ou quem s\u00e3o os primeiros construtores desta pr\u00e1tica onde o um passou a valer dois ou mais, porque \u00e9 assim que tem que ser. Assim tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel e poss\u00edvel continuar a hist\u00f3ria que estamos construindo. A mais simples matem\u00e1tica, aquela de um mais um que todos compreendem e conseguem visualizar, nos coloca em conflito com os semideuses explicadores. O alimento para a atividade \u201cnormal\u201d destes \u00e9 simplesmente veneno para as pessoas naturalmente humanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0E se a pessoa mais rica do mundo, for convencida a simplesmente relacionar o que possui e dividir o valor de cada coisa por um bilh\u00e3o. Aos bens palp\u00e1veis em que a divis\u00e3o resultar valor menor que um, atribuir exatamente este valor a coisa. Esta pessoa ser\u00e1 ainda rica se o que vale um agora, enquanto existir, continuar valendo um? Ser\u00e1 poss\u00edvel chegar a n\u00fameros impronunci\u00e1veis em tempos de mais pessoas com acesso a informa\u00e7\u00f5es, mais formas de registrar e divulgar quem est\u00e1 usando a safadeza para inflar o valor do que possui? Ser\u00e1 t\u00e3o passiva a forma de assistir ao inflado poder conquistado com a safadeza?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Desinflacionar. Quem come\u00e7a?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">EXTRA: Sim, na simula\u00e7\u00e3o proposta, a pessoa mais rica, continuar\u00e1 muito rica, por\u00e9m, com menos poder. Continuar\u00e1 existindo ricos e n\u00e3o ricos, mas, o valor das coisas deixar\u00e1 de ser ditado pela safadeza. Um vale um e continuar\u00e1 valendo um, at\u00e9 o fim. Ao acumular dez, cada coisa permanece valendo um. Se for roubado, se a coisa deixar de existir, se a pessoa morrer, se h\u00e1 escassez da coisa ou se \u00e9 a \u00faltima, se d\u00e1 trabalho para fazer, todos os \u201cse\u201d que hoje inflacionam, perdem o sentido quando se mant\u00e9m um valendo um. A vida seguir\u00e1 normalmente, feliz e em harmonia com a natureza humana, racional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ALERTA: Texto looooongo, com mais de duas mil palavras e impr\u00f3prio para leitura vertical. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Encontrar em qual momento foi decidido chamar safadeza de infla\u00e7\u00e3o, poderia ajudar a explicar o quanto isso faz mal para a vida de todas as pessoas. Todas sem exce\u00e7\u00f5es, at\u00e9 mesmo para as que pensam ter algum ganho no final das <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=292\">Leia mais&#8230; &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":293,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[13,14,33,17,9],"class_list":["post-292","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antitolices","tag-antitolices","tag-entretenimento","tag-leitura","tag-opiniao","tag-reflexao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/292","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=292"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/292\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":294,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/292\/revisions\/294"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/293"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=292"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antitolices.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}