{"id":246,"date":"2024-04-29T10:32:38","date_gmt":"2024-04-29T13:32:38","guid":{"rendered":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=246"},"modified":"2024-07-27T16:02:54","modified_gmt":"2024-07-27T19:02:54","slug":"palma-para-cima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=246","title":{"rendered":"Palma Para Cima"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Tirar um dinheirinho ou dinheir\u00e3o de algu\u00e9m, de forma l\u00edcita, de prefer\u00eancia com repeti\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. N\u00e3o sou historiador e mesmo com conhecimento superficial sobre o assunto rela\u00e7\u00f5es sociais humanas, vou arriscar que a tentativa de \u201cvender\u201d alguma coisa, para receber o dinheiro de outra pessoa, seja t\u00e3o antiga quanto a comunica\u00e7\u00e3o. Por achismo, acredito que at\u00e9 mesmo antes de existir o que entendemos por dinheiro, o ser humano j\u00e1 tentava \u201cse dar bem\u201d o tempo todo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Sendo de um para um ou em massa, esta tentativa de tirar o dinheiro dos outros tem caracter\u00edsticas conhecidas, mas, a considerar o volume arrecadado e a quantidade de pessoas que por tolice ou fragilidade, ainda alimentam este monstro, h\u00e1 uma pergunta sem resposta direta: at\u00e9 quando existir\u00e1 isso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A sofistica\u00e7\u00e3o dedicada na arquitetura, parece ser proporcional ao que ser\u00e1 arrecadado. E n\u00e3o estou falando de golpes. Observe como exemplo, as chamadas \u201ccontas\u201d com pagamentos mensais, quase obrigat\u00f3rias, do tipo energia el\u00e9trica, consumo de \u00e1gua, \u201ctelefonia\u201d. \u00c9 sofisticado o esquema, onde coisas \u00f3bvias como pagar somente pelo que consumir, s\u00e3o ignoradas e surge o m\u00ednimo obrigat\u00f3rio, sem op\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m n\u00e3o adianta tentar um questionamento, haver\u00e1 sempre uma justificativa, um fator t\u00e9cnico, alguma forma de convencer que n\u00e3o est\u00e3o extorquindo e sim prestando um servi\u00e7o maravilhoso e indispens\u00e1vel, onde cada centavo recebido ser\u00e1 investido em melhorias e qualifica\u00e7\u00e3o do sistema. Este \u00e9 um exemplo clich\u00ea e mesmo que percebido por milhares de pessoas, se mant\u00e9m intacto ao passar do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Com a \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d, chegamos ao que motivou este breve texto. Vendas em massa, seja de produtos, servi\u00e7os ou ideias, seja de comportamento ou indu\u00e7\u00e3o a consumir algo. \u00c9 imposs\u00edvel mensurar em valores o quanto este \u201cmercado\u201d gera a quem o est\u00e1 explorando. Mas, \u00e9 poss\u00edvel perceber padr\u00f5es e sinais comuns na forma como isso \u00e9 oferecido. O mais impressionante, \u00e9 a criatividade para mensurar o alcance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Em um cen\u00e1rio atrativo, pessoas conversam sobre um tema qualquer. Por exemplo, alimenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 algo que desperta interesse facilmente, todos os seres humanos dependem de alimenta\u00e7\u00e3o para sobreviver \u2013 mesmo que a falta de humanidade ainda permita que milh\u00f5es n\u00e3o tenham acesso. Na conversa, algu\u00e9m precisa ser especialista ou ao menos passar a impress\u00e3o de que \u00e9. H\u00e1 um cuidado para que n\u00e3o fique escancarada a inten\u00e7\u00e3o de venda ou indu\u00e7\u00e3o a ela. Em algum momento ser\u00e1 citado algo como: \u201ctemos estudos que comprovam\u201d. Talvez tamb\u00e9m seja dito \u201cescrevi sobre isso em tal lugar\u201d ou o famoso \u201ctem um artigo que eu escrevi sobre este assunto\u201d. No m\u00ednimo est\u00e1 sendo vendido o acesso ao artigo ou estudo, que obviamente ser\u00e1 pago, preferencialmente por mensalidades. Mas, a venda pode ser de uma ideia, o despertar para um futuro consumo e sendo bem ajeitadinho, pode se transformar em uma verdade na cabe\u00e7a de quem ouve ou l\u00ea, a ponto de ser compartilhado ou se tornar uma paix\u00e3o. N\u00e3o precisa ser um produto, apesar de que normalmente \u00e9 ou ser\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0E como saber se a conversa do exemplo acima rendeu \u201cbons frutos\u201d?\u00a0 Com m\u00faltiplas formas. Os mais criativos me fazem rir e lamentar ao mesmo tempo. Volte ao cen\u00e1rio do exemplo descrito e imagine que na conversa ou entrevista, algu\u00e9m vai citar que tomar sol com a palma da m\u00e3o para cima \u00e9 a melhor forma de absorver os benef\u00edcios do astro. Ser\u00e1 supostamente validado por \u201cestudos realizados\u201d. Quem est\u00e1 promovendo a conversa, ter\u00e1 facilmente uma forma de verificar o alcance. Pouco tempo depois, observar\u00e1 pessoas tomando sol com a palma da m\u00e3o para cima. Estou sendo bonzinho ao usar o exemplo da palma da m\u00e3o, outras partes do corpo j\u00e1 serviram como forma de aferi\u00e7\u00e3o do alcance do que foi vendido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0O produto pode ser qualquer um, desde servi\u00e7os a carros, roupas, alimentos, rem\u00e9dios, cal\u00e7ados, perfumes, eletr\u00f4nicos, im\u00f3veis, viagens, pol\u00edticos, cursos, etc. A lista \u00e9 infinita. O alvo \u00e9 sempre o mesmo: pessoas tolas, dispostas a entregar dinheiro a quem criou o esquema e o divulgou com maestria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Citei sofistica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o posso esquecer que j\u00e1 foi grosseira e mesmo que percebida como indecente, pouco era poss\u00edvel fazer para escapar. Bancos cobravam um valor mensal, \u201csimb\u00f3lico\u201d, para manuten\u00e7\u00e3o de conta corrente. Sim, para entregar o teu dinheiro a uma pessoa e permitir que ela utilizasse este para multiplicar o dela, havia uma taxa obrigat\u00f3ria, justificada como sendo necess\u00e1ria para manter os custos operacionais. E quem pensasse em deixar o pr\u00f3prio dinheiro guardado fora de um banco, era bombardeado com in\u00fameros motivos para n\u00e3o o fazer. Riscos como roubos, inunda\u00e7\u00f5es ou inc\u00eandios, tra\u00e7as, perder a oportunidade de rendimentos em aplica\u00e7\u00f5es (taxadas tamb\u00e9m), at\u00e9 mesmo o terror de como seria caso morresse e ningu\u00e9m encontrasse. Tudo muito bem justificado e explicado em canais de comunica\u00e7\u00e3o da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Sim, o ser humano hoje n\u00e3o vive sem dinheiro e sem as trocas dele por alguma coisa. As poucas tentativas de mudar esta forma de vida, ainda s\u00e3o fr\u00e1geis e n\u00e3o convencem sequer os criadores delas. \u00c9 d\u00favida recorrente se haver\u00e1 uma forma de nos livrar deste mal. Quando \u00e9 percebida a tolice comprada atrav\u00e9s destes esquemas parasitas, raramente ocorre ajuda aos que permanecem \u201ctomando sol com a palma da m\u00e3o para cima\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Que os sinais de alerta das tolices sejam percebidos. Am\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Tirar um dinheirinho ou dinheir\u00e3o de algu\u00e9m, de forma l\u00edcita, de prefer\u00eancia com repeti\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. N\u00e3o sou historiador e mesmo com conhecimento superficial sobre o assunto rela\u00e7\u00f5es sociais humanas, vou arriscar que a tentativa de \u201cvender\u201d alguma coisa, para receber o dinheiro de outra pessoa, seja t\u00e3o antiga quanto a comunica\u00e7\u00e3o. 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