{"id":188,"date":"2023-12-26T17:02:07","date_gmt":"2023-12-26T20:02:07","guid":{"rendered":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=188"},"modified":"2023-12-26T17:02:09","modified_gmt":"2023-12-26T20:02:09","slug":"ate-acabar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antitolices.com.br\/?p=188","title":{"rendered":"At\u00e9 Acabar."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Antes de come\u00e7ar a ler este texto, pe\u00e7o a tua percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o desejo com algumas palavras mudar a cultura atual, alterar o comportamento social existente que \u00e9 quase automatizado. Tamb\u00e9m n\u00e3o pretendo chatear, ser insistente com algo que sabidamente n\u00e3o ser\u00e1 realizado. A verdadeira inten\u00e7\u00e3o, \u00e9 mostrar como uma tolice pode ser apenas uma \u201cpiadinha inofensiva\u201d ou a base de problemas graves, incluindo os que normalmente n\u00e3o relacionamos ela como fonte deles. Sendo direto e objetivo, sei que neste caso a reflex\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida, mas, considerando a forma comum de pensar e agir, constru\u00edda com solidez por d\u00e9cadas, a pr\u00e1tica que nos levaria a mudan\u00e7as relevantes, \u00e9 simplesmente inaplic\u00e1vel. As proposi\u00e7\u00f5es que apresentarei, deixo como registro, para que sejam iguais a uma pedrinha no sapato enquanto caminhamos em dia de chuva, segurando o guarda-chuva aberto com uma m\u00e3o e sacolas com a outra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Usar at\u00e9 acabar. Seja qual for o objeto de consumo, especialmente aquele comprado quando estava no auge da moda, com necessidade despertada a partir de frases do tipo: \u201ctodo mundo quer este&#8230;\u201d ou \u201cn\u00e3o deixe para depois e compre agora antes que acabe&#8230;\u201d. Estou falando de objetos de consumo de todos os valores poss\u00edveis, desde uma bijuteria a um carro, de uma meia a um equipamento eletroeletr\u00f4nico. Ao comprar, quem pretende um dia alcan\u00e7ar n\u00edvel elevado em antitolices, pode mudar a programa\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro e usar o que comprou at\u00e9 que n\u00e3o tenha mais condi\u00e7\u00f5es de ser \u00fatil. Nos exemplos j\u00e1 citados, a bijuteria sendo usada at\u00e9 enferrujar se for de metal ou quebrar se for pl\u00e1stica, o carro at\u00e9 que n\u00e3o seja mais poss\u00edvel coloc\u00e1-lo em movimento, a meia at\u00e9 que as fibras estejam rompidas e o equipamento eletroeletr\u00f4nico at\u00e9 que ao acionar a energia n\u00e3o tenha mais resposta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Perceba que a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 deixar de comprar. Enquanto houver uma forma de aplicar valor a um objeto e quantificar em moeda, haver\u00e1 apelo ao consumo e formas de despertar o desejo de comprar. Isso n\u00e3o est\u00e1 sendo questionado aqui. Posso citar ainda que o consumo de objetos existir\u00e1 enquanto houver algu\u00e9m com possibilidade de acumular o valor recebido na venda de produtos, apresentando soma maior que os outros, para supostamente ostentar algum poder. Estes ciclos s\u00e3o autossustent\u00e1veis, alimentados por fatores que n\u00e3o conv\u00e9m abrir an\u00e1lise agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0O que \u00e9 esperado com uma mudan\u00e7a comportamental t\u00e3o simples? Primeira e imediata resposta vir\u00e1 do meio ambiente. Em 2023, h\u00e1 dados apontando 10 bilh\u00f5es de pessoas convivendo em um espa\u00e7o limitado chamado de Planeta Terra. Este, por caracter\u00edsticas sist\u00eamica e interdependentes, j\u00e1 enviou sinais de que n\u00e3o temos como disponibilizar 10 bilh\u00f5es de bijuterias, carros, meias e eletroeletr\u00f4nicos, ao mesmo tempo e renovados com o desejo estimulado para uma nova compra, justificada pelo lan\u00e7amento do azul logo ap\u00f3s a venda do amarelo. A sequ\u00eancia de respostas, traz uma evid\u00eancia de correla\u00e7\u00e3o entre a forma tola de comprar atualmente e a base de um problema maior, a atratividade para furtos e roubos. Tamb\u00e9m \u00e9 desejado que ao mudar o pensamento e cultura, sejamos capazes de nos permitir enxergar a mais n\u00edtida das falsas apar\u00eancias, destas que induzem ao erro quem se deixa levar pela conversa de uma pessoa com carro novo, roupas caras, rel\u00f3gio de rico, sapatos reluzentes e boa l\u00e1bia, sendo na verdade algu\u00e9m que n\u00e3o merece respeito algum, uma fraude, uma pessoa golpista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Quando objetos de consumo n\u00e3o novos possuem valor de revenda, existe o comprador e o vendedor, este n\u00e3o necessariamente pagou pelo que est\u00e1 revendendo. A tolice relacionada a este fato, \u00e9 causa n\u00e3o reconhecida para furtos e roubos. Sendo claro, somos tolos ao nos permitir a bobagem de buscar sempre o mais novo, mais recente, mais moderno, da cor ou modelo que a celebridade usa na propaganda, tudo da marca que nos convenceram que \u00e9 a mais valiosa. Por consequ\u00eancia, usamos por menos tempo que a durabilidade do produto permite e geramos o mercado para objetos usados e que ainda est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de uso, por consequ\u00eancia geramos algum valor para revenda destes objetos. Antitolice ser\u00e1 usar at\u00e9 acabar, encaminhando o que sobrar da estrutura para uma recicladora de materiais, se for o caso, do contr\u00e1rio, simplesmente ao lixo. Sei que vai abrir um clich\u00ea na tua mente com algo semelhante a: \u201cpor que n\u00e3o fazer uma doa\u00e7\u00e3o?\u201d. Em milhares de situa\u00e7\u00f5es isso ser\u00e1 poss\u00edvel, mas, n\u00e3o deixa de alimentar uma das fontes do problema, lembre-se do incentivo a ter o amarelo sendo o teu azul. Sobre doa\u00e7\u00f5es, tem que ser usado? O que te impede de doar algo novo? Se a d\u00favida persistir, volte alguns passos e reflita sobre mudar a rela\u00e7\u00e3o com o que compramos e como utilizamos os objetos de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Outras formas de explicar o porqu\u00ea (a viol\u00eancia) de roubos e furtos de objetos, pode ter muita tolice agregada e uma carga de subjetividade confirmando que ao afunilar, chegar\u00e1 ao mesmo ponto. Usar at\u00e9 acabar, por obviedade e com aparente redund\u00e2ncia, acaba com a revenda de usados. Parece pouco, at\u00e9 o momento que resolvemos exercitar o racioc\u00ednio de forma pr\u00e1tica, com o \u00faltimo objeto comprado. Em quanto tempo ser\u00e1 percebido que h\u00e1 um novo modelo, cor ou tecnologia, mais atrativo que o rec\u00e9m adquirido? Seja qual for o tal produto, seu uso ser\u00e1 a motiva\u00e7\u00e3o da compra e as emo\u00e7\u00f5es, o sentimento de realiza\u00e7\u00e3o de sonho, o alcan\u00e7ar algo t\u00e3o desejado, ser\u00e1 direcionado para outras coisas, como um abra\u00e7o, uma viagem, liberdade, qualquer outra coisa intang\u00edvel. Dif\u00edcil acreditar que um dia exista esta cultura, eu sei, mesmo assim, proponho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Consumo estimulado por apelos emocionais, ciclos de produ\u00e7\u00e3o acelerada pela tolice da novidade, abandono da l\u00f3gica mais b\u00e1sica: se tem recurso limitado ao consumir o todo, se extingue. O excesso de valor ao f\u00fatil, engano induzido pela subjetividade da apar\u00eancia, tantos outros comportamentos que podemos considerar dist\u00farbios da rela\u00e7\u00e3o social com o meio f\u00edsico em que vivemos, apontam para uma auto extin\u00e7\u00e3o de humanos. Fa\u00e7o uso das palavras (n\u00e3o literais) de um geof\u00edsico apaixonado por astronomia e entusiasta da ci\u00eancia, Professor Doutor Sergio Sacani: \u201co ser humano pode deixar de existir, mas, o planeta se adapta e continua\u201d. Ao persistir o consumismo at\u00e9 acabar com as condi\u00e7\u00f5es para a vida humana, erramos a interpreta\u00e7\u00e3o de usar at\u00e9 gastar. Que a antitolice seja contribui\u00e7\u00e3o para reverter este caminho. Que sejamos melhores inquilinos do ch\u00e3o que proporciona ambiente para viver e perpetuar a esp\u00e9cie.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Antes de come\u00e7ar a ler este texto, pe\u00e7o a tua percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o desejo com algumas palavras mudar a cultura atual, alterar o comportamento social existente que \u00e9 quase automatizado. Tamb\u00e9m n\u00e3o pretendo chatear, ser insistente com algo que sabidamente n\u00e3o ser\u00e1 realizado. 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